Pacheco e Ciro Nogueira rebatem críticas de Lula ao Congresso

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Rodrigo Pacheco e Ciro Nogueira saem em defesa do Congresso, depois que o petista afirmou que o Poder Legislativo nunca esteve tão mal representado quanto agora: “Talvez o pior da história”

Governistas e congressistas reagiram às críticas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Câmara e ao Senado. No sábado, durante um evento do Movimento dos Sem Terra (MST) em Londrina, no Paraná, o petista disse que o Poder Legislativo nunca esteve tão mal representado quanto nesta legislatura. “Nunca esteve tão antipovo, tão submisso aos interesses antinacionais. É talvez o pior Congresso que já tivemos na história do Brasil”, disse.

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), rebateu, em nota, às críticas e as caracterizou como sem fundamento e com influência da disputa eleitoral. Ele deixou claro que a declaração de Lula, que segue como líder nas pesquisas de intenção para ocupar o Palácio do Planalto em 2023, é “deformada, ofensiva e sem fundamento, fruto do início da disputa eleitoral que faz com que seja ‘interessante’ falar mal do Parlamento”, escreveu Pacheco.

Segundo Pacheco, essa legislatura é o resumo dos defeitos e das qualidades de um Brasil construído por sucessivos governos, incluindo os longevos petistas. Ele escreveu que matérias que estavam engavetadas foram votadas e entregues. “Previdência, o Marco do Saneamento, a autonomia do Banco Central, a nova Lei Cambial, a nova Lei de Falências, a nova Lei de Geração Distribuída, a Lei do Gás, a capitalização da Eletrobras e outros marcos do sistema elétrico, além da Lei das Ferrovias, da Lei da Cabotagem (BR do Mar) e a reforma da Lei de Segurança Nacional”, afirmou, em nota.

“O mesmo Congresso se posicionou em defesa da democracia quando arroubos antidemocráticos assombraram a nação. E foi esse mesmo Congresso que validou as urnas eletrônicas ao rejeitar a ideia do voto impresso”, comentou Pacheco. Ainda na nota, esclareceu que valoriza e respeita as críticas, desde que sejam verdadeiras “em vez de discursos oportunistas em período eleitoral”.

Fonte: CorreioBraziliense